O que muda na habitação em 2026: rendas, crédito e impostos
O ano de 2026 arranca com várias alterações e ajustamentos que impactam diretamente o mercado da habitação em Portugal. Entre incentivos fiscais no arrendamento, evolução das taxas de juro no crédito habitação e atualizações nos impostos associados aos imóveis, é essencial perceber o que muda na prática – e como estas medidas podem afetar o seu orçamento mensal.
Neste artigo reunimos as principais mudanças na habitação em 2026, organizadas em três grandes áreas: rendas, crédito habitação e impostos, com base na informação disponível junto da Autoridade Tributária, legislação em vigor e comunicação oficial.
Rendas em 2026: atualização anual e incentivos fiscais
Atualização das rendas
Em 2026, o coeficiente legal de atualização anual das rendas é de 1,0224, o que corresponde a um aumento máximo de 2,24%, quando contratualmente aplicável.
Esta atualização segue o regime legal em vigor e aplica-se sobretudo a contratos mais antigos, sendo um fator a considerar tanto para senhorios como para inquilinos.
IRS sobre rendas pode descer para 10%
Uma das medidas mais relevantes no arrendamento é a possibilidade de redução da taxa autónoma de IRS sobre rendimentos prediais de 25% para 10%, aplicável a contratos enquadrados no regime de renda moderada.
Este regime está associado a limites de renda (com referência a valores até cerca de 2.300 € por mês) e a condições legais específicas definidas no âmbito das políticas públicas para a habitação.
Na prática, o objetivo da medida é:
- Incentivar os senhorios a colocar imóveis no mercado de arrendamento
- Promover contratos mais estáveis
- Aumentar a oferta de habitação permanente
O impacto real dependerá da adesão ao regime e da evolução do mercado em cada zona.
Crédito habitação em 2026: Euribor, prestações e decisões-chave
Euribor e revisão da prestação
Em 2026, o impacto das taxas de juro na prestação do crédito habitação continua a depender essencialmente de quando ocorre a revisão do contrato (Euribor a 3, 6 ou 12 meses).
As projeções apontam para uma Euribor a rondar valores próximos dos 2%, mas com oscilações ao longo do ano. Na prática:
- A prestação só muda na data de revisão do contrato
- As variações mensais podem ser pequenas
- O spread contratado continua a ter um peso determinante
Ou seja, mesmo num contexto de maior estabilidade, nem todas as prestações descem automaticamente.
Renegociar ou transferir crédito continua a fazer sentido
Em 2026, muitos mutuários continuam a beneficiar de:
- Renegociação do spread
- Transferência do crédito habitação para outro banco
- Revisão dos seguros associados ao crédito
Estas decisões podem traduzir-se em poupanças significativas ao longo do ano, especialmente para quem contratou crédito em períodos de juros mais elevados.
Impostos sobre a habitação em 2026: IMI, AIMI e outros encargos
IMI: atenção ao valor patrimonial
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) mantém-se como um encargo anual relevante para proprietários. Em 2026, o valor do IMI pode variar principalmente por dois motivos:
- Atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT), que ocorre de três em três anos e resulta da aplicação de 75% do coeficiente de desvalorização da moeda
- Atualização do valor médio de construção, fixado em 570 €/m² para 2026 por portaria publicada em Diário da República
Mesmo sem obras ou alterações no imóvel, estas atualizações podem refletir-se num IMI mais elevado.
Em alguns casos, pode fazer sentido:
- Verificar o VPT no Portal das Finanças
- Avaliar um pedido de reavaliação do imóvel
- Confirmar se existem isenções aplicáveis
AIMI mantém-se para patrimónios mais elevados
O Adicional ao IMI (AIMI) continua a aplicar-se a patrimónios imobiliários de maior valor, afetando sobretudo proprietários com vários imóveis ou imóveis de elevado valor patrimonial.
Habitação em 2026: o impacto no orçamento familiar
As mudanças previstas para 2026 mostram que:
- O Estado aposta em incentivos fiscais no arrendamento
- O mercado de crédito está mais competitivo, mas exige atenção
- Os impostos continuam a ter impacto direto nos custos da habitação
Para muitas famílias, o principal desafio continua a ser equilibrar a prestação da casa com os restantes encargos fixos, num contexto de custos de vida elevados.
Como A Casa dos Financiamentos o pode ajudar
Num cenário em constante mudança, tomar decisões informadas é essencial.
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