Quanto preciso de entrada para comprar casa em 2026_

Quanto preciso de entrada para comprar casa em 2026?

Quanto preciso de entrada para comprar casa em 2026?

Comprar casa em 2026 continua a exigir planeamento. Mesmo com juros mais favoráveis do que há algum tempo, a entrada inicial continua a ser um dos maiores obstáculos para quem quer avançar para a compra. E a verdade é esta: na maioria dos casos, não basta juntar apenas os 10% habituais.

Neste artigo, explicamos quanto costuma ser necessário ter de entrada para comprar casa em 2026, em que situações esse valor pode ser superior, quando é possível comprar sem os 10% tradicionais e que outros custos deve incluir nas contas antes de assinar.

 
Qual é a entrada mínima para comprar casa em 2026?

Na regra geral, para comprar habitação própria e permanente, o montante do crédito não deve ser superior a 90% do valor do imóvel, sendo esse valor o menor entre o preço de aquisição e o valor da avaliação. Isso significa que, na prática, precisa normalmente de ter pelo menos 10% de entrada.

Se a compra for para segunda habitação ou para outra finalidade que não habitação própria e permanente, o limite habitual baixa para 80% do valor do imóvel, o que implica, em regra, uma entrada mínima de 20%.

 
Porque é que, muitas vezes, os 10% não chegam?

Os 10% são apenas o ponto de partida. O banco financia sobre o menor valor entre o preço da compra e a avaliação do imóvel. Se comprar acima da avaliação, terá de suportar a diferença do seu bolso, além da entrada normal.


Imagine este exemplo:

  • preço de compra: 250.000€
  • avaliação do banco: 240.000€


Neste cenário, o banco pode financiar, em regra, até 90% de 240.000€, ou seja, 216.000€. Isso significa que terá de ter 34.000€ para cobrir a diferença até ao preço total, e isto ainda sem contar com impostos e despesas da escritura.

 
Que outros custos entram nas contas além da entrada?

Ao comprar casa, a entrada não é o único valor a considerar. Dependendo do seu caso, poderá também ter de pagar:

  • IMT
  • Imposto do Selo
  • escritura
  • registos
  • eventuais comissões ou despesas associadas ao crédito.


Se for jovem e estiver abrangido pelos apoios em vigor para a primeira habitação própria e permanente, poderá beneficiar de isenção de IMT e de Imposto do Selo na compra, o que reduz bastante o valor necessário para avançar. O regime continua ativo em 2026.

 
Posso comprar casa sem entrada em 2026?

Em alguns casos, sim. Os jovens até aos 35 anos que preencham determinadas condições podem beneficiar da garantia pública do Estado nos contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026, para aquisição da primeira habitação própria e permanente com valor até 450.000€.

Na prática, esta garantia pode permitir financiamento entre 85% e 100% do valor da transação, com uma garantia pessoal do Estado até 15% do capital inicialmente contratado. Foi precisamente esta medida que fez crescer o peso dos créditos com LTV superior a 90% em 2025.

Isto significa que, para quem é elegível, pode deixar de ser necessário ter os 10% de entrada tradicionais. Ainda assim, isso não elimina automaticamente todos os outros custos da compra, como escritura, registos e despesas não cobertas por eventuais isenções fiscais.

 
Quanto devo ter guardado, na prática?

Se não estiver abrangido pela garantia pública e estiver a comprar habitação própria e permanente, uma forma prudente de pensar no tema é esta:

  • 10% de entrada
  • mais valor para impostos e despesas da compra
  • mais margem extra caso a avaliação do banco fique abaixo do preço acordado.


Se estiver a comprar segunda habitação, o mais prudente é assumir:

  • 20% de entrada
  • mais impostos e despesas
  • mais folga para diferenças entre avaliação e preço.
 
O que mais influencia a aprovação do crédito?

Mesmo que já tenha o valor da entrada, o banco vai continuar a analisar o seu perfil financeiro. Um dos critérios mais importantes é a taxa de esforço. Em regra, o total das prestações mensais dos empréstimos não deve ultrapassar 30% do rendimento líquido mensal.

Por isso, não basta perguntar “quanto preciso de entrada?”. Também convém perceber se a prestação prevista cabe de forma confortável no orçamento. Aqui pode fazer sentido ler o nosso artigo sobre taxa de esforço no crédito habitação.

 
Precisa de ajuda para dar o próximo passo?

Em 2026, a regra geral continua a ser esta: para comprar habitação própria e permanente, costuma ser necessário ter cerca de 10% de entrada. Noutras finalidades, como segunda habitação, esse valor tende a subir para 20%.

Ainda assim, o montante total de que vai precisar pode ser mais elevado, porque também entram nas contas a avaliação do banco, os impostos e as restantes despesas da compra.


Em alguns casos, os apoios em vigor podem reduzir esse esforço inicial. Mas mesmo quando existe financiamento mais elevado, isso não significa que a compra possa avançar sem qualquer valor disponível.


Antes de tomar uma decisão, o mais importante é perceber o seu cenário real: quanto consegue financiar, qual será a prestação mensal, que encargos terá de suportar no arranque e que margem tem no orçamento para avançar com segurança.


Se está a pensar pedir crédito habitação, fazer essa análise antes pode evitar surpresas e ajudá-lo a escolher a solução certa para o seu caso.


A Casa dos Financiamentos ajuda a:

  • perceber quanto pode financiar
  • analisar a sua capacidade financeira
  • comparar propostas de vários bancos
  • encontrar a solução mais ajustada ao seu perfil


Tudo sem custos e com acompanhamento especializado. Se quer dar o próximo passo com mais segurança, entre em contacto connosco.

 
Perguntas Frequentes
 
1. Quanto é a entrada mínima para comprar casa em 2026?

Em regra, para habitação própria e permanente, a entrada mínima costuma ser 10% do menor valor entre o preço da compra e a avaliação do imóvel.

 
2. Posso comprar casa sem entrada em 2026?

Em alguns casos, sim. Jovens elegíveis para a garantia pública do Estado podem conseguir financiamento até 100% do valor da transação, dentro das condições aplicáveis.

 

3. Preciso só da entrada ou também de dinheiro para impostos?

Também precisa de contar com impostos e despesas da compra, como IMT, Imposto do Selo, escritura e registos, salvo quando beneficie de isenções aplicáveis.

 

4. O banco pode financiar menos de 90%?

Sim. O valor financiado depende do menor entre o preço da compra e a avaliação. Se a avaliação for mais baixa, a sua entrada efetiva sobe.

 

5. Ter mais entrada ajuda na aprovação do crédito habitação?

Em muitos casos, sim. Uma entrada maior reduz o montante financiado e pode tornar o processo mais equilibrado do ponto de vista do banco, juntamente com a taxa de esforço e o historial financeiro.

Scroll to Top