Crédito consolidado a 120 meses: quando compensa?

Crédito consolidado a 120 meses: quando compensa?

Crédito consolidado a 120 meses: saiba quando este prazo pode compensar, como afeta a prestação mensal e o custo total do financiamento.

Consultor e cliente a analisar documentos de financiamento

Juntar vários empréstimos numa única prestação pode ajudar a aliviar o orçamento mensal. Quando é possível alargar o prazo do novo financiamento, a redução da mensalidade pode ser significativa.

No entanto, um prazo mais longo também significa que a dívida será paga durante mais tempo e pode aumentar o custo total do financiamento.

Por isso, antes de escolher um crédito consolidado a 120 meses, é importante perceber quando este prazo pode estar disponível, em que situações pode fazer sentido e quais os custos que deve comparar.


O que é um crédito consolidado a 120 meses?

O crédito consolidado permite juntar vários financiamentos num único contrato.

Em vez de pagar separadamente um crédito pessoal, um crédito automóvel, cartões de crédito ou outros financiamentos, passa a ter apenas uma prestação mensal.

Quando é contratado por um prazo de 120 meses, o pagamento é distribuído por 10 anos.

O objetivo de recorrer a um prazo mais longo é normalmente reduzir a prestação mensal e recuperar alguma margem no orçamento familiar.

Se ainda não conhece esta modalidade, pode consultar também o nosso guia sobre como funciona o crédito consolidado.


É possível fazer um crédito consolidado a 120 meses?

Depende da operação e dos créditos envolvidos.

Segundo as recomendações do Banco de Portugal, os novos contratos de crédito pessoal não devem, em regra, ultrapassar os sete anos. Já determinados tipos de crédito, como o crédito automóvel, podem ter prazos mais longos.

Existem, contudo, situações em que estes limites não se aplicam da mesma forma, nomeadamente quando a consolidação ou o refinanciamento tem como objetivo prevenir ou regularizar uma situação de incumprimento.

Existem ainda soluções de crédito consolidado com garantia hipotecária, cujo enquadramento e prazos são diferentes dos de um crédito pessoal sem garantia.

Por isso, um prazo de 120 meses não está automaticamente disponível em qualquer consolidação. A possibilidade depende do tipo de operação, dos créditos envolvidos, do montante em dívida e da análise efetuada pela instituição financeira.


Quando pode compensar consolidar créditos a 120 meses?

Um prazo de 120 meses pode fazer sentido sobretudo quando o principal objetivo é reduzir os encargos mensais e existe uma solução que permita legalmente esse prazo.

Imagine que tem vários créditos e que a soma das prestações está a ocupar uma parte demasiado elevada do rendimento mensal. Ao juntar essas dívidas e distribuir o pagamento por um período mais longo, a nova prestação poderá ficar consideravelmente mais baixa.

Esta solução pode ser particularmente útil quando existem vários financiamentos ativos e o orçamento mensal está demasiado pressionado.

Também pode ajudar a reduzir a taxa de esforço, libertando rendimento disponível todos os meses.

No entanto, uma mensalidade mais baixa não significa necessariamente que o financiamento fique mais barato.


84 ou 120 meses: qual é a diferença?

Quando ambas as opções estão disponíveis, a principal diferença está no equilíbrio entre a prestação mensal e o custo total do financiamento.

Mantendo as restantes condições comparáveis, distribuir o mesmo montante por 10 anos em vez de sete tende a reduzir o valor de cada prestação.

Mas existe uma contrapartida: poderá estar a pagar juros e outros encargos durante mais tempo.

Assim, um prazo de 120 meses poderá traduzir-se em:

  • uma prestação mensal mais baixa;

  • maior margem disponível no orçamento;

  • um período de endividamento mais longo;

  • um custo total potencialmente superior.

A decisão deve, por isso, considerar não apenas quanto vai pagar por mês, mas também quanto irá pagar até ao final do contrato.


O crédito consolidado a 120 meses fica mais caro?

Pode ficar.

Um dos erros mais comuns ao comparar propostas de crédito consolidado é olhar apenas para a redução da prestação.

Imagine, apenas a título ilustrativo, que atualmente paga várias prestações que totalizam 600€ por mês e recebe uma proposta que reduz esse encargo para 350€.

À primeira vista, a diferença mensal é bastante relevante.

No entanto, se essa redução resultar sobretudo do aumento significativo do prazo, poderá acabar por pagar o financiamento durante vários anos adicionais e suportar um custo global superior.

Para perceber se a operação compensa, compare sempre:

  • a prestação atual com a nova prestação;

  • o prazo que falta nos créditos atuais com o novo prazo;

  • a TAEG;

  • o MTIC;

  • eventuais comissões, seguros e outros encargos.

A TAEG permite comparar o custo de diferentes propostas de crédito com características semelhantes, enquanto o MTIC indica o montante global que terá pago no final do contrato.


Quando pode não compensar escolher 120 meses?

O prazo máximo disponível não é necessariamente o melhor prazo.

Se conseguir suportar confortavelmente uma prestação um pouco mais elevada, escolher 72 ou 84 meses em vez de 120 meses pode permitir liquidar a dívida mais rapidamente e reduzir os juros pagos ao longo do contrato.

Também deve ter especial cuidado se estiver a consolidar créditos que já se encontram perto do final.

Por exemplo, prolongar durante dez anos uma dívida que terminaria dentro de dois ou três anos pode reduzir bastante a mensalidade, mas aumentar significativamente o tempo durante o qual continuará endividado.

Por isso, o ideal é procurar o prazo mais curto que permita manter uma prestação confortável, e não simplesmente escolher a prestação mensal mais baixa possível.


O crédito consolidado pode reduzir a taxa de esforço?

Sim.

A taxa de esforço representa a parte do rendimento mensal destinada ao pagamento das prestações de crédito.

Se conseguir reduzir a soma das prestações através da consolidação, a taxa de esforço também poderá diminuir.

Por exemplo, quem paga simultaneamente um crédito automóvel, cartões de crédito e um crédito pessoal pode ter um encargo mensal elevado, mesmo mantendo todos os pagamentos em dia.

Ao reunir esses financiamentos numa única prestação, poderá recuperar alguma margem no orçamento mensal.

Pode consultar também o nosso guia sobre como reduzir a taxa de esforço antes de pedir crédito.


O que deve comparar antes de escolher?

Antes de contratar um crédito consolidado, peça simulações para diferentes cenários de prazo, sempre que estejam disponíveis.

Não analise apenas quanto consegue reduzir na prestação do próximo mês.

Compare o valor mensal, o prazo total, a TAEG e o MTIC de cada solução.

Uma proposta com uma mensalidade ligeiramente superior, mas um prazo significativamente mais curto, poderá representar uma poupança relevante no custo total.

Por outro lado, um prazo mais longo pode fazer sentido quando a prioridade é reduzir significativamente os encargos mensais e recuperar equilíbrio no orçamento familiar.


Quer reduzir as prestações dos seus créditos?

Se tem vários créditos ativos e procura reduzir os seus encargos mensais, A Casa dos Financiamentos pode analisar o seu caso e perceber que soluções de consolidação estão disponíveis.

Comparamos diferentes condições, prazos e prestações para encontrar uma solução ajustada à sua situação financeira.

Peça uma simulação de crédito consolidado e descubra quanto poderá reduzir os seus encargos mensais.

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