Quanto dinheiro preciso para comprar casa em 2026? Entrada e despesas

Quanto dinheiro preciso para comprar casa em 2026? Entrada e despesas

Veja exemplos de entrada para comprar casa em 2026, o efeito da avaliação, impostos, custos da escritura e apoios para jovens.

Imagem ilustrativa sobre Quanto preciso de entrada para comprar casa em 2026

Quanto dinheiro precisa para comprar casa em 2026? A resposta vai além da entrada: some a parte do preço que o banco não financia, os impostos, as despesas da escritura e os custos do crédito. Se a avaliação for inferior ao preço acordado, terá de suportar também essa diferença.

Os exemplos abaixo ajudam a montar um orçamento realista. Para perceber em detalhe como se calcula a entrada, consulte o nosso guia da entrada no crédito habitação.



Quanto precisa de entrada para comprar casa em 2026?

Para habitação própria e permanente, o financiamento habitual pode chegar a 90% do menor valor entre o preço de compra e a avaliação bancária. Para outras finalidades, como segunda habitação, a referência é 80%. O banco pode aprovar menos após avaliar o seu perfil. Estas regras constam da informação do Banco de Portugal sobre a avaliação da solvabilidade.

Assim, 10% é apenas uma primeira estimativa para quem compra habitação própria e permanente. O valor efetivo pode ser superior, mesmo antes de somar impostos e despesas.



Três exemplos para fazer as contas em 2026



Casa de 200.000 € com avaliação de 200.000 €

Se for habitação própria e permanente e o banco aprovar 90%, o empréstimo será de 180.000 €. Precisa de 20.000 € para completar o preço, mais os impostos e encargos da compra.



Casa de 250.000 € com avaliação de 240.000 €

O limite habitual de 90% incide sobre 240.000 €, ou seja, 216.000 €. Para pagar os 250.000 € ao vendedor, precisa de 34.000 € de capitais próprios, mais impostos e despesas. Neste caso, os 10% do preço — 25.000 € — não chegam.



Casa de 200.000 € para segunda habitação

Se a avaliação também for de 200.000 € e o banco aprovar 80%, o empréstimo será de 160.000 €. Precisa de 40.000 € para completar o preço, mais impostos e despesas. Veja as restantes condições no artigo sobre crédito para segunda habitação.



Que custos entram no orçamento além da entrada?

Prepare uma linha do orçamento para cada custo, em vez de aplicar uma percentagem genérica ao preço da casa:

  • IMT e Imposto do Selo da compra: variam com o valor, a localização, a finalidade e os benefícios fiscais. Faça uma estimativa no simulador de IMT.

  • Escritura e registos: confirme os valores associados à formalização da compra e da hipoteca.

  • Crédito: considere avaliação, eventuais comissões, seguros e Imposto do Selo sobre o empréstimo, conforme a proposta.

  • Margem de segurança: guarde dinheiro para uma avaliação inferior ao preço e para despesas imediatas após a compra.

Peça ao banco a FINE e a discriminação dos encargos antes de decidir. Se comparar propostas, olhe para o custo total e para a prestação, além do valor inicialmente financiado.



Que apoios podem reduzir o valor necessário em 2026?

A garantia pública no crédito habitação jovem pode permitir a jovens elegíveis financiar entre 85% e 100% do valor da transação na compra da primeira habitação própria e permanente. Os contratos abrangidos devem ser celebrados até 31 de dezembro de 2026, segundo o Banco de Portugal. A aprovação do crédito continua a depender do banco.

O IMT Jovem pode reduzir ou eliminar o IMT e o Imposto do Selo da aquisição para compradores elegíveis até aos 35 anos, dentro dos limites aplicáveis. Confirme o valor efetivo antes da escritura. A isenção relativa à compra não significa, por si só, isenção do Imposto do Selo sobre o empréstimo.

Mesmo com financiamento de 100% do valor da transação, podem continuar a existir despesas da compra. Se a avaliação for inferior ao preço, a diferença também pode exigir dinheiro próprio.



Como confirmar se a prestação cabe no orçamento?

Ter dinheiro para a entrada e para a escritura é apenas o primeiro passo. O banco analisa rendimentos, despesas regulares e todos os créditos existentes. A referência atual do Banco de Portugal para o rácio entre prestações de crédito e rendimento líquido é, em regra, 45%, mas cada proposta exige uma avaliação individual; não há aprovação automática por ficar abaixo desse valor.

Teste a prestação no simulador de crédito habitação e consulte o simulador de taxa de esforço. Reserve margem para outras despesas da casa e para uma eventual subida da prestação.



Lista prática antes de fazer uma proposta pela casa

  • Confirme o preço e peça uma estimativa de avaliação do imóvel.

  • Saiba quanto o banco poderá financiar e quanto terá de pagar com capitais próprios.

  • Calcule IMT, Imposto do Selo, escritura, registos e custos do crédito.

  • Verifique se reúne os requisitos para a garantia pública ou para o IMT Jovem.

  • Compare a prestação e o custo total de várias propostas.

  • Defina o valor do sinal e proteja-se no contrato-promessa caso o financiamento não avance.

Se quiser fazer estas contas para um imóvel concreto, fale com A Casa dos Financiamentos. Podemos ajudá-lo a comparar propostas e a perceber o dinheiro necessário em cada etapa.



Perguntas frequentes - Entrada para comprar casa em 2026



Dez por cento chegam para comprar casa em 2026?

Nem sempre. Podem ser suficientes para a parte do preço não financiada numa habitação própria e permanente quando preço e avaliação coincidem e o banco aprova 90%. Ainda faltará contar com impostos e despesas. Se a avaliação for inferior ao preço, precisará de mais capitais próprios.



Quanto preciso para uma casa de 250.000 €?

Se preço e avaliação forem 250.000 € e o banco aprovar 90% para habitação própria e permanente, a parte do preço a suportar será 25.000 €, mais os restantes custos. Se a avaliação for 240.000 €, essa parte sobe para 34.000 €.



É possível comprar casa sem entrada em 2026?

Jovens que cumpram os requisitos da garantia pública podem obter financiamento até 100% do valor da transação, mediante aprovação do banco. Podem continuar a precisar de dinheiro para despesas e para a diferença entre preço e avaliação.



O IMT Jovem elimina todos os custos da compra?

Não. O benefício incide sobre o IMT e o Imposto do Selo da aquisição, nas condições legais. A escritura, os registos e os encargos do crédito devem ser analisados à parte.

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