Crédito habitação em união de facto: como funciona?

Crédito habitação em união de facto: como funciona?

Crédito habitação em união de facto: saiba como funciona, como são avaliados os rendimentos, a propriedade do imóvel e o que acontece em caso de separação.

Crédito habitação em união de facto: como funciona?

Vive em união de facto e está a pensar comprar casa com o seu companheiro ou companheira? Não é necessário estar casado para pedir um crédito habitação em conjunto.

Um casal em união de facto pode comprar um imóvel em nome dos dois e contratar um crédito habitação com ambos como titulares. Ainda assim, é importante perceber como funciona a análise do banco, de que forma fica definida a propriedade do imóvel e o que acontece ao financiamento em caso de separação.


É possível pedir crédito habitação em união de facto?

Sim. Viver em união de facto não impede um casal de pedir crédito habitação em conjunto.

Se ambos integrarem o financiamento, o banco irá avaliar a situação financeira dos dois proponentes. Entre os fatores analisados estão os rendimentos, a estabilidade profissional, outros créditos existentes, despesas regulares e o histórico de responsabilidades de crédito.

Na prática, o processo é semelhante a qualquer pedido de crédito habitação com dois mutuários.


A casa fica automaticamente em nome dos dois?

Não.


Este é um dos principais aspetos a ter em consideração ao comprar casa em união de facto.



Ao contrário do que pode acontecer num casamento, a união de facto não cria automaticamente um regime de comunhão de bens.



A propriedade do imóvel resulta do título de aquisição e do respetivo registo predial. Se ambos adquirirem a casa, podem ser 
comproprietários em partes iguais ou em proporções diferentes, desde que essas quotas sejam devidamente definidas.



Por exemplo, a propriedade pode ser dividida:

  • 50% para cada um;

  • 60% para um e 40% para o outro;

  • 70% para um e 30% para o outro.



Isto pode ser particularmente relevante quando um dos elementos contribui com uma entrada inicial superior.


Crédito e propriedade da casa são a mesma coisa?

Não.



A escritura e o registo predial determinam quem é proprietário do imóvel. O contrato de crédito determina quem é responsável pelo empréstimo perante o banco.


Por isso, antes de comprar casa em união de facto, é importante perceber claramente:

  • quem será proprietário;

  • qual será a percentagem de cada pessoa;

  • quem será titular do crédito;

  • como será paga a entrada;

  • como serão divididas as prestações.



Se as contribuições financeiras forem muito diferentes, pode ser aconselhável obter aconselhamento jurídico antes da escritura.


Que documentos são necessários?

A documentação varia de acordo com a instituição financeira e com a situação profissional de cada pessoa.



Normalmente, cada titular terá de apresentar documentos como:

  • documento de identificação;

  • comprovativos de rendimentos;

  • recibos de vencimento;

  • declaração de IRS e nota de liquidação;

  • extratos bancários;

  • informação sobre outros créditos;

  • mapa de responsabilidades de crédito.


O banco solicitará ainda documentação relativa ao imóvel.



Pode consultar o nosso guia sobre documentos necessários para crédito habitação.


É preciso comprovar a união de facto ao banco?

A documentação exigida depende da instituição financeira e das características do processo.

Para efeitos legais, considera-se união de facto quando duas pessoas vivem em condições análogas às dos cônjuges há mais de dois anos.

No pedido de crédito, a instituição irá sobretudo analisar a identificação, os rendimentos, as responsabilidades financeiras e a capacidade de pagamento dos proponentes, podendo solicitar documentação adicional quando necessário.


O que acontece ao crédito em caso de separação?

A separação do casal não elimina automaticamente a responsabilidade perante o banco.

Se ambos forem titulares do empréstimo, continuam responsáveis pelo crédito enquanto não existir uma alteração aceite pela instituição financeira.

Existem normalmente três possibilidades.

O casal pode vender o imóvel e utilizar o valor da venda para liquidar o crédito.

Um dos elementos pode ficar com a casa e adquirir a quota do outro. Se ambos forem mutuários, será também necessário obter o acordo do banco para que apenas um permaneça responsável pelo financiamento. A instituição poderá fazer uma nova avaliação da capacidade financeira desse titular.

Também é possível manter temporariamente o imóvel e o crédito em nome dos dois, embora isso signifique continuar financeiramente ligado ao antigo companheiro ou companheira.


E se um dos membros do casal falecer?

Em caso de falecimento, o membro sobrevivo da união de facto não se torna automaticamente herdeiro do outro.

No entanto, a lei prevê proteção específica relativamente à casa de morada da família, incluindo, em determinadas condições, o direito de permanecer na habitação durante um período definido legalmente.

Por isso, quando existe um imóvel e um crédito em conjunto, também é importante analisar os seguros associados ao financiamento e, quando adequado, o planeamento sucessório.


Há vantagens em pedir crédito habitação com dois titulares?

A principal vantagem está na possibilidade de juntar os rendimentos de duas pessoas.

Isso pode aumentar a capacidade financeira do agregado e permitir obter financiamento para um imóvel que dificilmente seria comportável apenas com um rendimento.

Mas ter dois titulares também significa que a situação financeira dos dois entra na análise.

Se um tiver um rendimento elevado e estável, mas o outro tiver vários créditos ou um historial financeiro menos favorável, isso também poderá influenciar a decisão da instituição.

Antes de avançar, vale a pena fazer uma simulação com os dados de ambos para perceber qual poderá ser a capacidade real de financiamento.

Pode utilizar o nosso simulador de crédito habitação para iniciar essa análise.


O que deve definir antes de comprar casa em união de facto?

Antes de avançar com a compra, existem algumas decisões que devem ficar claras entre os dois elementos do casal.

Devem definir quem ficará como proprietário, qual será a percentagem de propriedade de cada pessoa e como será paga a entrada.

Também é importante decidir como serão repartidas as prestações e restantes despesas relacionadas com a habitação.

Por fim, vale a pena discutir antecipadamente o que acontecerá à casa se a relação terminar.

Estas decisões podem parecer pouco importantes no momento da compra, mas ajudam a evitar conflitos futuros e permitem que a propriedade reflita aquilo que cada elemento efetivamente investiu.


Está em união de facto e pretende comprar casa?

A Casa dos Financiamentos é uma marca da RJRI – Financial Advisors, Lda., intermediário de crédito vinculado e registado no Banco de Portugal com o número 0008524.

Se está em união de facto e pretende comprar casa, entre em contacto connosco. Podemos analisar o seu perfil, apresentar o pedido às instituições financeiras com as quais mantemos contrato de vinculação, ajudar a comparar as propostas recebidas e acompanhar o processo até à contratação.

O serviço de intermediação de crédito é gratuito para o consumidor.

Company logo in white

A Casa dos Financiamentos

Estamos disponíveis para o/a ajudar.

Outros artigos

Subscrição da newsletter de literacia financeira

Subscreva a newsletter

Receba as novidades por e-mail.

Subscrição da newsletter de literacia financeira

Subscreva a newsletter

Receba as novidades por e-mail.

Subscrição da newsletter de literacia financeira

Subscreva a newsletter

Receba as novidades por e-mail.

Subscrição da newsletter de literacia financeira

Subscreva a newsletter

Receba as novidades por e-mail.